21 maio 2013

Albores



Natureza vívida
De cheiro e de cores,
Matizada de luzes
Dos seus albores...

Karina Alcântara

Admiro-te



Admiro-te no silêncio
Do meu parco entendimento
Pois que, a estuar de vida e beleza,
Dilaceras meu tormento!

É pena que és efêmera
No teu célere e intenso viver
Visto que transformas rotinas
Fazendo a esperança ascender...

Karina Alcântara



20 maio 2013

Missão Cumprida



Os últimos raios aquecem a tarde
Salpicam de dourado o dia
Vaga meu pensamento em nostalgia, 
Na presença oportuna que me invade...

Aos gestos simples e diáfanos,
Emoldurando-nos o prosear,
Seguem risadas cristalinas
A entreter-nos o caminhar...

Mas a demora se torna breve
No sublime reencontro do dia
E a despedida se faz necessária
Após mais uma missão cumprida...

Karina Alcântara

04 fevereiro 2013

Rotas Alvas


Alvas rotas por onde percorrem
Meus sentimentos inebriados
De canções e desalento
Por amor desmesurado...

A frágil conduta do meu ser,
Lava-me de contradições e pecado
E por amar assim tão errantemente
Vivo num prazer dissimulado.

Karina Alcântara


23 janeiro 2013

Tripé da Arte


No vasto arsenal literário, tem-se os mais belos contos, escondidos no perfume da natureza...
Entre os mais singelos lilases, ostentando toda sua pureza, jamais se viu algo mais primoroso. A literatura, a poética e a natureza, no delicado tripé da arte... (Karina Alcântara)

22 janeiro 2013

Fragrante


A felicidade apresenta-se
Em pequenas coisas e cores
Ou em fragrantes telas
Alimentando-nos amores...

A efemeridade da tua poesia
Retrata teus versos lassos
Pois que célere é tua existência
Valendo tanto quanto mil abraços...

Karina Alcântara


21 janeiro 2013

Salutar


É salutar a tua aquarela
Nos contornos que apresentas
Em tuas vestes, a singeleza
Da magistralidade que ostentas...
A brisa corre soberba
Entre teus flancos orvalhados
Enchendo de vida a torpeza
Dos meus dias ensombreados...


Karina Alcântara


18 janeiro 2013

Tela da Vida


Quadro natural da vida
Despeja em mim fascinação
Com teus raios dourados, anuncia
Uma obra de perfeição.

Teu cheiro úmido de orvalho
Exalando alquimia no ar
Forja telas de deleite
Em minucioso aquarelar...

Karina Alcântara




15 janeiro 2013

Quão Branca...


Quão branca a paz que carregaria em mim
Se não fosse o afeto subtraído,
Se não fosse a alegria entrecortada
Nos anseios do amor nutrido...

O vento frio da saudade
Emoldura-me a face descorada
Levando de mim a juventude
Em vascas desordenadas...

Karina Alcântara





13 janeiro 2013

Minha vida



Minha escola, meu mestrado.
Meu PHD na arte de ser mãe.
É a vida a desenrolar-se aos poucos
Nesse abençoado exercício
A mim confiado por Deus.
A cada dia a intensidade do amor
Dilata-me o coração
Com a finalidade única do amor incondicional...

Amo voces!

Karina Alcântara

07 janeiro 2013

Luzes do Entardecer



As luzes do entardecer
Na parca aurora da vida
Emoldura a saudade de outrora
Em vagas de dor sentida...

O teu balsâmico amarelo ouro
Aquarelando de paz minha alma
Traz à tona lembranças vastas
Que do meu íntimo extravasam...

Karina Alcântara






19 dezembro 2012

Meu Mestre Jesus


Que teu olhar seja minha cura,
Que teus gestos ensinem-me
A arte da pureza moral,
Que tuas mãos referenciem em mim a prece,
Que os teus passos sejam minha redenção,
Que teu amor absorva-me e transforme minha alma
Com o bálsamo da tua Misericórdia...

Karina Alcântara 




06 dezembro 2012

Vasto Encanto


Teu vasto encanto me seduz
Por entre arvoredos e vielas
Ouvindo a voz nas cancelas
Colhendo raios de luz.

Por entre teus galhos me espreitam
O doce fulgor da natureza
E, brincando feito criança,
Fascino-te com minha graça e proeza...

Karina Alcântara

20 novembro 2012

Púrpura da tarde


A solitude deste dia frio
Espraia a nostalgia que sobra
Na perfumosa púrpura da tarde
Ao findar o poder da aurora...

Formosa tela que umedece
De pranto tua face sadia
Leva assim embora a tristeza
Trazendo a paz no fim do dia...

Karina Alcântara

05 novembro 2012

Luz do meu viver


A calmaria que me passas
Ao encontrar-te num vento breve
Põe à prova meu doce afeto
Com o teu afago leve...

Teu olhar limpo e soturno
Ao encontrar o meu, febril,
Causa bulício em minh'alma
Feito rubor juvenil...

Teu cheiro a inebriar-me
O sentido, de encantamento
Faz-me repousar na tua face,
Um ósculo de agradecimento,

Por seres tudo que és pra mim
No meu parco viver, e digo,
Que és o sol que ilumina
A estrada por onde sigo...

Karina Alcântara