08 maio 2012

Doce rubro




Branco salpicado.
Doce rubro, quase obrigatório.
Contraste sazonado
Pela poética da culinária.
Que meu dia seja eternidade,
Enquanto dure teu sabor em meus lábios...

Karina Alcântara

Amarelo poesia







Amarelo nítido, que reluzente, transborda de alegria, meus olhos...














A citricidade do teu sabor, afasta em mim, a previsibilidade do meu pranto. Faz arte e alento em mim...







Karina Alcântara

Lirismo matinal


Que o lirismo devaneie
O que de sutil há em mim.
Que a graça da natureza
Encontre pouso nas minhas entrelinhas.
Que o cheiro do verdor da manhã,
Sopese minhas angústias e desejos...

Karina Alcântara

Sabor



Erva em flor,
Madeira perfumada,
Vem ornar minh'alma,
Deleitando-me os olhos
Pousados em tua envoltura plácida
Digna de distinta nobreza.
Incendes em mim,
O prazer magistral da tua doce gustação...

Karina Alcântara

03 maio 2012

Liberdade

A  liberdade do agir,
Anda em sutil sincronia
Com a temperança da alma...

Karina Alcântara

Tropeços


Não permitamos que os tropeços da vida
Nos façam destruir nosso jardim.
Cultivemo-lo sempre com o adubo da esperança.

Que nossas ausências, sejam apenas temporárias
E necessárias para nossa reflexão de vida.

Resgatemos da vida,
Aquilo que ela pode nos proporcionar de melhor,
Ainda que para isso,
Algumas lágrimas tenham que correr.

Deixemos que elas varram o sujo da alma...

Karina Alcântara

29 abril 2012

Realidade


O tempo enverniza dores e amores...
Ou seria dores de amores?

Num tempo em que a felicidade ditava as normas
E que a realidade não tinha espaço para contrapor-se,
Os sonhos eram alimentados e vividos.
A vida sorria plena e cativante.
Envolta em véus róseos de felicidade
Que teimavam em me alhear da realidade.
Mas vi pela janela da vida, a sensatez do tempo,
Que o glamour opacizou,
Que o brilho que antes enceguecia
Foi talhado pelas desilusões do caminho.
Vi-me assim, sem destino, sem chão.
O buquê de felicidades antes vívido,
Murcho caía das minhas mãos
E via descortinar diante de mim,
Um cenário desconcertante:
A tristeza de não se poder viver os sonhos...

Karina Alcântara

27 abril 2012

Beldade



Vejo-te solitária e absoluta
Que o sol da primavera ofuscas
Com tua beleza majestosa

Apesar da simplicidade 
Da tua doce beldade
És efêmera no teu existir

Mas ainda assim colaboras
Com teu viço na aurora
Até o ocaso ressurgir...

Karina Alcântara

Introspecção



A introspecção é a prévia das decisões...
Digna de almas que buscam
No silêncio interior,
A maturação do aconselhamento.

Karina Alcantara

Que seja frugal a minha estadia,
Em incauta contingência,
Imposta a mim pelo destino
Em sutil advertência...

Karina Alcântara

Semeadura



No ocaso do meu eu entardecido
Semeio a semente da esperança
Para na aurora de um novo dia
Colher o fruto da temperança...

Karina Alcântara

22 abril 2012

Resta pra mim


Resta pra mim, a temperança dos dias...
Nas lides ásperas da espera
Consome em mim, mais do que quero
A angústia da pressa incerta...

Vago por entre meus relevos morais
Nos escaninhos da minha dor
Elevo-me à esperança súbita,
Desespero-me no meu amor...

Karina Alcântara

Conselho




Que o seu "eu" desdobre-se em cada ramo na vivência da vida.
Que ele seja como a copa frondosa de uma árvore
A espraiar pelo solo árido das dores alheias,
Sua sombra de acalento, fruto das experiências vividas...


Karina Alcântara

19 abril 2012

Paraíso


O paraíso existe, nas adjacências da crueza do mundo, 
Para subtrair de nossa descoradas faces
As intermitências do sofrer...

(Karina Alcântara)

17 abril 2012

Alquimia de sabores


Alquimia no varal de felicidade
Maturando a essência dos sabores...

Transbordando a calma que urge,
Na mistura de tons  e odores...

Karina Alcântara